DIÁRIO DE BORDO

FIGURAS INESPERADAS

MEMÓRIAS DA RABECA

 

MEMÓRIAS DA RABECA
 

SINOPSE

 

MEMÓRIAS DA RABECA é um espetáculo-solo contemporâneo que revela memórias guardadas por sete rabecas, trazendo à luz histórias e personagens que ficaram e continuam à margem - da sociedade, da mídia e da justiça brasileira. Memórias que ecoam e atravessam os tempos e seus guardiões - os rabequeiros brasileiros -, colocando em foco dinâmicas das relações entre o humano e a rabeca.

Assim como nós, cada rabeca é única, cada uma possui uma persona sonora - afinam e desafinam. Cada uma possui uma digital sonora e cultural, e nas suas inúmeras possibilidades de ser e se reinventar, documentam histórias - por vezes inesperadas - de lugares quase esquecidos deste país.

MEMÓRIAS DA RABECA é um convite para o encontro com a multiplicidade desse universo. A rabeca torna-se a voz, os pés e as mãos do ator que a toca, e o ator torna-se a vibração de suas cordas e sua música.

 

RELEASE

 

O espetáculo é fruto de intensa pesquisa artística realizada através do intercâmbio com rabequeiros da Cultura Caiçara, Quilombola e Indígena do Litoral Paulista, também por meio de pesquisa histórica sobre rabequeiros que marcaram a música e a poesia no Brasil, além da pesquisa de campo continuada da Cia. Mundu Rodá sobre os rabequeiros do Nordeste Brasileiro (Pernambuco, Alagoas e Rio Grande do Norte).

Uma obra de resistência poética, em sete movimentos para escutar através da palavra, do som e do corpo:

 

1) Cegos Rabequeiros - criado a partir dos registros de Toadas de Cegos de Mário de Andrade, e acervo musical e poético dos rabequeiros Cego Oliveira, Cego Aderaldo e Cego Sinfrônio;

2) Maneirinha - peça instrumental criada para a rabeca de Seu Nelson (AL), em que a potência e o timbre especial deste instrumento protagonizam a obra;

3) Boi da Mão de Pau - inspirado na obra do poeta e rabequeiro Fabião das Queimadas (1848-1928), ex-escravo que comprou sua liberdade e de seus familiares com sua música e poesia;

4) Cultura Caiçara, Fandango - Resistência e Tradição - coloca em foco a cultura caiçara Paulista, suas relações com o Fandango e seus mutirões, e suas principais questões sócio-político-ambientais;

5) Iauaretê - livremente inspirado no conto "Meu Tio , o Iauaretê” de Guimarães Rosa, percorre as fronteiras entre animalidade e humanidade, revelando a ligação profunda do que é humano e natureza - sobre uma perspectiva ameríndia;

6) Minha Chã - memórias do próprio artista -intérprete de quando morava na comunidade de Chã de Esconso, Zona da Mata Pernambucana - terra de encantarias e resistência cultural;

7) Redemunho - Inspirado em histórias, mistérios e causos sobre tocadores pactários. 

 

 

FICHA TÉCNICA

Direção artística: Juliana Pardo.

Artista intérprete: Alício Amaral.

Figurino e Cenário: Eliseu Weide.

Assistente cenotécnico: Wanderley D.lascko.

Composição e direção musical: Alício Amaral.

Dramaturgia e textos: Alício Amaral e Juliana Pardo

Desenho de luz: Eduardo Albergaria.

Fotos: Daniel Cunha.

Colaboração/provocação artística: Jussara Miller, Roberta Carreri (Odin Teatret), e Luiz Fiaminghi.

Orientação/Rabequeiros tradicionais: Zé Pereira, João Firmino, Agostinho Gomes, Zé Lucas, Carlos Raymundo, Benedito Nunes, Oswaldo Curió, Luiz Paixão, Nelson da Rabeca e Damião.

Em memória aos rabequeiros: Angelo Ramos, Antônio Teles, Manuel Salusitano, Mané Pitunga e Seu Mané Pereira.

Luthier: Fábio Vanini.

Rabecas (autores): Fábio Vanini, Fernando Vanini, Nelson da Rabeca, Zé de Nininha, Zé Pereira e Oswaldo Curió.

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Diário de Bordo

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